segunda-feira, 17 de junho de 2013

Novo tema da EBD - Razão da esperança


O propósito de Deus para os dons espirituais


Referência bíblica: 1 Coríntios 12:1-31

Amados irmãos da CEC, no culto do último domingo o Senhor nos edificou, em sua multiforme graça, por meio do exercício de variados dons espirituais. Bendito seja Deus! Um momento ricamente abençoador que requer uma resposta apropriada de nossa parte.
O exercício dos dons espirituais é um dos poderosos recursos providenciados por Deus visando o crescimento saudável de sua igreja. É muito importante que os crentes descubram, desenvolvam e usem os dons recebidos de Deus para a edificação da igreja.

Hoje, nas igrejas cristãs, há posturas divergentes acerca dos variados dons espirituais:

1) Os desinformados – Desconhecem o ensino bíblico acerca dos dons e negligenciam seu papel edificador no corpo de Cristo.

2) Os temerosos – Aqueles que tiveram contato com uma certa “caricatura”, um abuso ou uma distorção do exercício de determinados dons e têm receio de se interessar por este assunto.

3) Os cessacionistas - Defendem a cessação de diversos dons espirituais, tais como profecias, línguas, curas, os quais teriam sido confinados aos tempos apostólicos.

4) Os que advogam a contemporaneidade de todos os dons irrestritamente.


O propósito divino para os dons - Dons não são distribuídos por Deus como símbolos de status, mas capacitações de Deus aos crentes visando o serviço mútuo abnegado e a promoção da glória de Deus (1 Pe 4.10,11).

O apóstolo Paulo fala de dons, serviços e realizações, 1 Co 12.4-6 (charismata, diakonia e energémata), termos que apontam para a Origem, Atuação e Finalidade dos dons. A origem dos dons não está no homem, mas na graça de Deus. A atuação dos dons manifesta em prontidão para servir. A Finalidade dos dons é a realização de uma obra concreta, a edificação do próximo.


A variedade dos dons - Paulo oferece cinco listas de dons espirituais: Romanos 6:6-8; 1 Coríntios 12:8-10; 1 Coríntios 12:28; 1 Coríntios 14; Efésios 4:11-13. Tais listas não são exaustivas. Não há crentes sem dom nem crente com todos os dons, assim como não há membro autossuficiente no corpo nem membro sem função.

O Espírito Santo e a distribuição dos dons - Não existe membro do corpo de Cristo sem pelo menos um dom espiritual. O Espírito Santo é livre e soberano na distribuição dos dons. Em 1 Co 12 temos quatro verbos chaves que ilustram essa soberania do Espírito: Deus distribui (v.11), Deus dispõe (v.18), Deus coordena (v.24) e Deus estabelece (v.28).

Unidade e diversidade no corpo de Cristo: A igreja é uma unidade, não uma mera unidade denominacional e organizacional, mas uma unidade espiritual, na verdade e no amor de Deus. Este único e indivisível corpo possui uma diversidade de membros com diferentes funções. Assim como nosso corpo precisa das diversas funções dos membros para sobreviver, os membros do corpo de Cristo não desempenham funções de forma isolada.


A mutualidade do Corpo - Ficar ressentido por não ter determinado dom espiritual é imaturidade espiritual. É culpar a Deus de falta de sabedoria. Devemos exercer nosso papel no corpo com alegria e com fidelidade. Somos únicos e singulares para Deus. Por outro lado, nenhum membro da igreja pode envaidecer-se pelos dons que recebeu. Não há espaço para orgulho no meio da igreja de Deus. Os dons são dados não para competição nem para demonstração de uma pretensa espiritualidade. O dom tem como objetivo a mútua cooperação.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Comum unidade

A palavra comunidade deriva da fusão de duas palavras: comum + unidade = comunidade. Desde os primórdios do cristianismo a comunidade foi o local da manifestação de Jesus Ressuscitado. Ele sempre se apresentou quando a comunidade estava reunida. Por isso que é de fundamental importância que nos reunamos em comunidade. Uma unidade comum que forma o corpo de Cristo a Igreja.

O profeta Ezequiel (Ez 33,7-9) chama a nossa atenção para a responsabilidade que temos para com nossos irmãos e irmãs de comunidade. Muitas vezes vemos nossos irmãos trilharem caminhos contrários aos propostos por Deus. Sabemos que a Dona Maria deixou de participar da comunidade cristã por motivos fúteis e não vamos até ela perguntar o que está acontecendo. Nos tempos modernos nos quais vivemos corremos o risco de alimentarmos uma fé individualista e não comunitária. As escrituras cristãs nos ensinam o contrário.

A fé cristã é vivida em comunidade. Uma comunidade que se une no amor do Ressuscitado. Uma pessoa que deixa de participar da comunidade cristã faz falta ao corpo eclesial que é a Igreja. Hoje cultiva-se a mentalidade da espiritualidade individualista. Nesta perspectiva a pessoa faz suas orações em casa. Muitos adoram e louvam o Senhor pela tela da televisão ou do computador! A vida comunitária não admite relações virtuais. Esta fé é descompromissada da comunidade eclesial. Não assume vínculos comunitários. Vive-se de maneira isolada e solitária. A unidade comum é quebrada.

Ezequiel abre nosso olhar para além do individualismo. Somos responsáveis pela construção da comunidade eclesial através do amor sincero e das palavras que edificam.

Paulo escrevendo à comunidade de Romanos (Rm 13,8-10) apresenta o vínculo que une as pessoas: o amor. Nada devemos ficar devendo aos nossos irmãos e irmãs, a não ser o amor mútuo. O amor mútuo é aquele que une todos na presença do ressuscitado. É o amor que cria laços de fraternidade, justiça e solidariedade. Todos os mandamentos da Lei de Deus se resumem em apenas um: “Amarás o seu próximo como a ti mesmo”.

Amar o próximo é reconhecer em primeiro lugar que ele é filho de Deus, e que todos somos irmãos, visto que formamos uma só família. A comunidade reunida recorda a cada membro esta verdade: todos somos irmãos e irmãs, formamos uma única família, juntos no mesmo Senhor. Quando deixamos de participar da vida em comunidade quebramos este vínculo que une a todos. Fé individualista é contra sinal da unidade. A proposta é que vivamos em sintonia de fé e esperança, acreditando que um mundo novo começa a ser construído quando nos unimos na fé pascal e nos damos a mão para construir o Reino de Deus.

Paulo ainda nos lembra de que o amor não faz nenhum mal contra o próximo. Onde existe amor não existe violência. O mesmo processo acontece na comunidade cristã que vivencia o amor de forma integral! Uma comunidade amorosa aceita o diferente e aprende com ele, não faz exclusão de pessoas, acolhe a cada e sente-se membro de uma única família. Fato é que o amor é o pleno cumprimento da Lei.

Quando nos reunimos Cristo está no meio de nós. Sua presença invisível se faz visível nos sinais visíveis: comunidade reunida, pão e vinho, na liturgia, na Palavra proclamada... Mateus (Mt 18,15-20) recorda esta graça da presença do Senhor à sua comunidade: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí no meio deles”. Interessante notarmos que o critério para que a comunidade seja comunidade, tenha a necessidade de mais de uma pessoa. Comunidade individual não existe. Comunidade sempre supõe a presença de mais de uma pessoa. As palavras de Jesus são extremamente claras quanto a isso.

Parafraseio as sábias palavras de Igor Miguel, teólogo reformado... “Muita gente anda decepcionada com a Igreja, com a comunidade local. Alguns com motivos consistentes, outros apenas por capricho infantil. Muitos querem uma Igreja, uma comunidade ideal e esquecem-se de amar a Igreja, a comunidade real. A Igreja tem pecadores iguais lá fora dela. Com uma única diferença: na Igreja você encontrará pecadores arrependidos e que se voltaram para Cristo."

Resumindo a ópera: eu amo viver na Igreja, na comunidade. Enquanto muitos querem viver “O Cristo em Casa”, eu quero viver Cristo com os outros! Cristo deve ser o centro da nossa vida comunitária. “Se Cristo não for o centro da vida comunitária, pode esquecer, é clube, e não Igreja.”

Que a cada dia possamos ter consciência que a vida comunitária é um desafio, mas que as alegrias são bem maiores que os problemas que sempre existiram e continuarão existindo.

Somente quando a consciência da comum unidade tomar nosso coração por inteiro descobriremos a alegria de sermos irmãos e irmãs na presença do Ressuscitado.

Flávio Sobreiro

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Este texto foi retirado do site da Ultimato e pode ser visto na página http://www.ultimato.com.br/comunidade-conteudo/comum-unidade

Trabalho, fé e desafios


Como jovens cristãos enfrentamos constantemente diversos desafios relacionados ao trabalho: ser aprovado em um processo seletivo; identificar-se com uma área de atuação específica; ganhar o suficiente para manter um novo núcleo familiar; mudar de cidade pelo emprego; suportar afronta de colegas; erguer uma nova empresa; dar conta da sobrecarga de atividades. Diante deles, como permanecer firmes na fé? Faz-se necessário abraçar uma visão bíblica do significado do trabalho para os fiéis em Cristo.

Qual é o sentido do trabalho, apontado pela Bíblia, para os cristãos? Qual é a importância dele para aqueles que, uma vez chamados e justificados, esperam com fé que sua glorificação seja manifesta? Se já têm a garantia de que, quando Cristo voltar, estarão para sempre com o Senhor, para quê enfrentar os desafios de trabalho antes deste tempo chegar?

Alguns dos cristãos de Tessalônica, aparentemente devido à expectativa da volta de Jesus, não mais quiseram trabalhar (2Ts 3.11). A maneira como lidaram com os desafios do trabalho foi simples: supressão. Para eles, não havia nenhum sentido para o trabalho na vida do cristão. A resposta de Paulo a esse comportamento foi categórica: “(...) se alguém não quiser trabalhar, não coma também” (2Ts 3.10). O apóstolo apresenta, nesse contexto (3.6-12), algumas razões pelas quais o cristão deve trabalhar, a despeito dos desafios enfrentados: não se tornar pesado a outros, em termos de sustento; dar exemplo a ser imitado; fazer coisas úteis; e obter o seu próprio pão.

Agregam-se a estas os motivos mencionados na carta anterior: expressar amor a quem recebe, ainda que indiretamente, os benefícios do trabalho (1Ts 2.6-12); evitar a intromissão desordeira na vida alheia (1Ts 4.11; 1Tm 5.13); não dar ocasião para a maledicência por parte dos descrentes no que diz respeito à conduta (1Ts 4.12a); e, novamente, liberar os outros do peso do sustento (4.12b). Na carta aos colossenses, Paulo destaca uma motivação ainda mais fundamental: trabalhar como se servindo a Cristo, pois, de fato, é dele, em última instância, que receberemos o eterno galardão (Cl 3.17, 23, 24). Portanto, negar o trabalho, suprimindo seus desafios, não é uma opção bíblica para o cristão.

O extremo oposto também não é uma alternativa: afirmar irrestritamente o trabalho, acrescentando para si desnecessários desafios. (Basta lembrar a separação instituída por Deus desde a Criação de um a cada seis dias para descanso.) Lidar com o trabalho sem impor limites pode ser o resultado tanto da ansiosa preocupação com o suprimento das necessidades futuras (Mt 6.24-34) quanto do amor pelas coisas supérfluas deste mundo (1Tm 6.7-10). No primeiro caso, o trabalhar desmedido torna-se uma exteriorização da insegurança no cuidado providencial de Deus; no segundo, expressa infidelidade ao Senhor, pelo apego a valores transitórios, como dinheiro, poder e conhecimento (Jr 9.23, 24; Mt 6.19-21).

Devemos, portanto, entender o trabalho como meio de servir a Deus e ao próximo e enfrentar com fé seus desafios, diante dos benefícios que ele proporciona. Contudo, não podemos assumi-lo indiscriminadamente, com a inquietação e a ganância de quem não confia tanto assim na provisão de Deus nem está tão disposto a derrubar os altares idólatras ainda presentes em seu coração. Que ao menos a cada seis dias relembremos a visão bíblica do trabalho e abracemos na semana porvir suas implicações libertadoras!

Jonathan Simões Freitas, 26 anos, casado com Thalita, é doutorando em administração e pesquisador pela UFMG.

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Texto retirado da Revista Ultimato, edição de Set-Out 2011, seção AltosPapos (pg. 44).

24 horas de oração pelos nossos missionários

Turma da Alegria

A CEC irá comemorar o Dia das Crianças com mais um evento "Turma da Alegria".
Tragam seus filhos, os amigos de seus filhos, os filhos de seus amigos...
Vamos encher a CEC de crianças, pois haverá uma mensagem evangelística especialmente para elas!



Encontros de Mulheres

Muitas mulheres gostaram muito de discutir sobre a sexualidade feminina no último encontro e pediram que continuássemos com o tema. Agora o discutiremos sob o ponto de vista masculino, no dia 01/10. Venham e tragam convidadas!

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O encontro seguinte será no dia 5 de Novembro, com o tema Comunicação em Família.
Na ocasião, teremos o nosso amigo oculto e também o chá-de-panela da nossa irmã Rita.
Aguarde mais informações.

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